sábado, 11 de abril de 2009

Relações Fast Food

Caso eu não tivesse amigos de longas datas e confiáveis acredito piamente que as relações posteriores não seriam diferente da moda fast-food. Esse desespero exacerbado e impaciência do mundo moderno às vezes me assusta me apavora e horas me surpreende. Tudo é muito rápido e pronto para agora e pra já. Os relacionamentos, os contatos, a rotina, os encontros, tudo é pra ontem, tudo deve ser engolido e ninguém se percebe na loucura diária de que não há tempo para perder. Como se o tempo fosse o maior culpado pela pressa que atribuímos ao mesmo.

Eu noto que as pessoas desejam até se envolver mais, se permitirem mais, desejam viver coisas a mais. Mas as pessoas andam loucas e as sincronias dos acontecimentos devem acontecer agora, nesse exato momento. Caso contrário, ninguém vai esperar, ou você vai ficando pra trás.
O mundo espera de nós soluções para nossas angústias e tristezas, os empregos esperam de nós disponibilidade 100%, o ensino aguarda de nós independências para ser mais do que eles podem oferecer, nossa família espera de nós atitude e impossibilidade de erros, os relacionamentos esperam de nós responsabilidade pelo que não foi, a transa instantanea espera de nós a recomposição imediata do hoje a gente se gasta e amanhã você caí fora e o mundo aguarda a nossa rapidez e agilidade de se virar, com o fruto do que não conseguimos assumir diante de relações estabelecidas e permitidas. A típica relação que todo mundo diz que entende, deseja e que não liga, mas que no fundo se frusta quando não acontece de uma forma antiga.

Ninguém pode nem deve esperar, pois a cobrança é nua e crua, e disritmia é a ultima coisa que você deve evitar em uma das suas passagens pelo mundo perverso do come e engoli e pra mim essa é a maior obra bulimica - generalizada de todos os tempos.

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